quarta-feira, 28 de abril de 2010

Santa Catarina de Sena, Leiga, Mística, Doutora da Igreja (+1380), 29 de Abril

Catarina de Sena (25 de Março 1347 - 29 de Abril 1380) foi uma leiga da Ordem Terceira de São Domingos, venerada como Santa Catarina na Igreja Católica. Catarina de Siena foi ainda uma personagem influente no Grande Cisma do Ocidente.

Catarina nasceu em SienaItália no dia 25 de março do ano 1347, sendo a 24ª filha de um tintureiro chamado Giacomo di Benincasa. Os seus pais eram burgueses comerciantes, com forte sentido religioso e familiar, próprio do seu tempo.
Aos 7 anos de idade Catarina consagrou a sua virgindade a Cristo e aos 15 ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Catarina encarou a sua clausura com seriedade e vivia encerrada no seu próprio quarto, onde, por intermédio da oração e diálogo afirmava que estava sempre com e em Cristo. Catarina abandonou a sua cela somente em 1374, quando a peste se alastrou por toda a Europa e ela decidiu cuidar dos enfermos e abandonados, tendo praticado grandes atos de caridade. Nesse mesmo ano (1374), recebeu uma visão e ficou estigmatizada. Na visão Cristo lhe disse de d'ora em diante ela trabalharia pela paz, e mostraria a todos que uma mulher fraca pode envergonhar o orgulho dos fortes.
No ano 1376, quando toda a Itália estava envolvida em graves disputas políticas à volta do papado, organizaram-se nas cidades de PeruggiaFlorençaPisa e em toda a Toscana milícias e revoltas contra o poder político do Papa Gregório XI. Catarina decidiu seguir até Avignon, cidade onde os papas viviam desde há mais de 70 anos, e apresentar-se diante do mesmo para convencê-lo a regressar a Roma, pois que tal seria fundamental para a unidade da Igreja e pacificação da Itália. Tendo obtido esse grande sucesso em 1378, voltou para sua cidade, onde adoeceu e faleceu em 29 de Abril de 1380, dia em que se comemora a sua memória litúrgica. Tal sucesso foi no entanto de pouca duração, pois que a eleição seguinte tornou a mergulhar a cristandade em nova divisão: o Grande Cisma do Ocidente.
Embora analfabeta, Catarina ditou mais de 300 cartas endereçadas a todo o tipo de pessoas, desde papas, aos reis e líderes, como também ao povo humilde, onde lutava pela unificação da Igreja e a pacificação dos Estados Papais. Uma das suas obras ditadas, Diálogo sobre a Divina Providência, é um livro ainda hoje considerado um dos maiores testemunhos do misticismo cristão e uma exposição clara de suas idéias teológicas e espiritualidade.
Em 1970, o Papa Paulo VI declarou-a Doutora da Igreja, sendo a única leiga a obter esta distinção. O Papa João Paulo II declarou-a co-padroeira da Europa, juntamente com Santa Brígida da Suécia e Santa Teresa Benedita da Cruz.

Obras

§ Cartas;
§ O Diálogo.

Leitura recomendada

§ Catarina de Sena, por Sigrid Undset.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_de_Siena
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=3279&language=FR&img=&sz=full

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O perdão de Pedro

Às margens do Mar da Galiléia, onde tudo começara, mais uma vez o chamado à missão. O Evangelho da missa de hoje nos mostra a segunda vocação de Simão, chamado Pedro. Como da primeira vez, uma pesca milagrosa vai suscitar o reconhecimento de suas faltas e a conseqüente revelação de Jesus como o Senhor.
 Na primeira vez, Simão, que havia trabalhado a noite inteira com seus companheiros sem nada pescar, se prostra diante de um jovem Rabino, reconhecendo-se pecador. Hoje, ao ouvir da boca do discípulo amado que aquele Homem, aparentemente desconhecido, "era o Senhor", Pedro se lança em direção à praia tendo no coração o arrependimento de tê-Lo negado por três vezes.
Entre as duas vocações transcorrem-se três anos de uma profunda convivência. Entre Jesus e Pedro, ocorreu o mistério de um familiar convívio, e do sofrimento lancinante da Paixão. Por isso mesmo, lembrado de sua fraqueza, Pedro nada ousa dizer ou perguntar. Será Jesus quem tomará a iniciativa. Com o mesmo olhar terno e profundo, que o havia atingido como um dardo de amor e misericórdia naquela terrível noite da agonia em casa de Caifás, Pedro é interrogado, três vezes, por Jesus: "Simão, tu Me amas?"
E agora, aquele que um dia fora chamado a ser pescador de homens, receberá a missão de ser pastor das ovelhas do Senhor. Uma única condição lhe é pedida - afinal, o rebanho pertence ao Bom Pastor, que deu a vida por Suas ovelhas. Anulando definitivamente com o amor sua tríplice negação, Jesus ensina a Pedro que somente um coração capaz de amar é digno de apascentar Suas ovelhas.

Fontes:
Folheto "A Missa", 3º Domingo da Páscoa - 18/04/10.
http://robert-juigner.fr/images/resurrection/36.jpg