terça-feira, 2 de novembro de 2010

O viver é Cristo.

A comemoração de todos os fiéis defuntos o Dia de Finados, torna-se uma ocasião propícia para meditarmos sobre a dimensão pascal da morte cristã.
Não se trata de mera coincidência que a devoção popular reserve a segunda-feira como um dia em que se recorde, de modo particular, os nossos falecidos. Como sabemos, a cada domingo, a Igreja recorda a Páscoa semanal com a celebração do Dia do Senhor, de modo que celebramos semanalmente a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte.
Esta vitória, no entanto, não se limita a Cristo somente. Como primícias de todos os que adormeceram n’Ele, o Senhor nos precede. E, assim como pelo Batismo todos fomos sepultados na morte com Cristo, todos nós ressuscitaremos com Ele. Desse modo, o piedoso costume de recordar os falecidos no dia seguinte ao domingo, longe de ser uma superstição, deve expressar a certeza de que a ressurreição de Cristo já é a nossa vitória. Ele é a nossa Páscoa. Sabemos que, se com Cristo morremos, com Ele ressuscitaremos, como nos diz o apóstolo São Paulo: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.” Foi o próprio Cristo quem nos disse: “Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que acreditar em Mim viverá eternamente.”
Após a Páscoa do Senhor, o grande dilema humano não mais será vida ou morte, mas viver e morrer com Cristo ou sem Ele. Pois, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor, nosso Bom Pastor, que dá a vida pelas ovelhas e ninguém, nem a morte nem a vida, nos pode tirar de Suas mãos.
Por isso mesmo, hoje, que é o dia da saudade, é ao mesmo tempo dia da profunda esperança de um encontro que certamente virá, pois o Céu é o encontro de todos os que se amaram com Aquele que, “tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”.

Fontes:
Folheto “A Missa”, 31º DTC, 02/11/10.

O encontro com Zaqueu.

Jericó era uma cidade balneária, um verdadeiro oásis no meio do deserto, cidade antiga, onde pessoas abastadas descansavam, aproveitando um clima ameno e os frutos de uma terra generosa. Ali Jesus terá um encontro marcado com o cego Bartimeu que, tendo recuperado a visão, acompanha Jesus deserto afora rumo a Jerusalém.
Lá Jesus também vai Se encontrar com Zaqueu, decepcionando aqueles que preferiam que Ele fosse à sinagoga ou à casa de algum piedoso fariseu. Zaqueu é um homem corajoso; sendo de baixa estatura, toma a coragem de cair no ridículo. Temido por todos, porque o cobrador de impostos era odiado por toda a cidade, reconhecidamente era um “ladrão”. A atitude de subir numa árvore faz dele a chacota de toda a cidade. Com certeza não faltaram risos, sinais contra aquele homem que, temido e odiado, agora era objeto de escárnio público.
Zaqueu bem sabe de tudo isso. Mas só uma coisa lhe interessa: ele queria verdadeiramente ver Jesus. Mais do que vê-lo, terá a experiência de um encontro pessoal com o Senhor. Em sua casa, sentados à mesma mesa, Zaqueu tem sua vida transformada por uma profunda conversão. Promete devolver todos os bens que roubou e indenizar os injustiçados. Em contrapartida, recebe o grande dom do Senhor, pois a salvação entrou em sua casa.
Neste último domingo do mês das Missões, que o bom Deus possa entrar no coração de cada um de nós, possibilitando atitudes de autêntica conversão para com Deus e para com os irmãos.

Fontes:
Folheto “A Missa”, 31º DTC, 31/10/10.